o Amigos do VLaD, nasceu assim ...
Resistência Clandestina:
O Nascimento e a Luta do Movimento Amigos do VLaDO Movimento Amigos do VLaD não nasceu de um decreto oficial, de uma verba governamental ou de uma iniciativa da gestão de saúde. Ele nasceu na clandestinidade do próprio sofrimento e do desejo inabalável de liberdade de quem vive o dia a dia da saúde mental.
A Fundação Secreta:
No dia 19 de outubro de 2024, uma reunião histórica mudou os rumos do CAPS Adulto II Professor Luiz da Rocha Cerqueira (CAPS Itapeva). Trancados em uma sala, escondidos dos olhares da instituição, da segurança e dos técnicos, um grupo composto estritamente por usuários do serviço se uniu.Não havia médicos, terapeutas ou diretores ditando as regras. Naquela tarde, a horizontalidade de um verdadeiro coletivo de base se fez real: a voz de cada usuário ali presente tinha o mesmo peso, o mesmo valor e a mesma urgência. Sob a liderança e inspiração do poeta e militante Diogo Cascais (VLaD), nascia oficialmente o movimento.
A Luta Contra a Ditadura Institucional
A criação do movimento em segredo foi um ato de autodefesa e rebeldia contra o que os membros identificam como a ditadura institucional.
O Alvo da Luta: O combate às práticas sutis de silenciamento, à burocracia que engessa o tratamento, ao preconceito mascarado de cuidado e às tentativas de tirar a autonomia de quem vivencia o sofrimento psíquico. Maus tratos a pessoas com transtorno mental e proibição de se alimentar dentro do caps como forma de punição, medicalização como forma de silenciar paciêntes...
A Arma Utilizada: A arte, a escrita e, principalmente, a poesia de resistência publicada na plataforma Meu Lado Poético. A palavra escrita tornou-se a ferramenta para denunciar abusos e expressar a dor de forma livre.
A Resistência que Continua Hoje
O que começou naquela sala escondida em 2024 não foi um protesto passageiro. Tornou-se uma trincheira permanente de luta pelos Direitos Humanos dentro da saúde mental.Anos se passaram e o Movimento Amigos do VLaD ainda luta até hoje.
O coletivo mantém vivo o princípio de que o CAPS deve pertencer, antes de tudo, aos seus usuários, e que a verdadeira Reforma Psiquiátrica só acontece quando aqueles que usam o serviço assumem as rédeas da própria história, combatendo a lógica manicomial onde quer que ela tente se disfarçar.
Diogo Amorim de Jesus Cascais
Diogo Cascais ( o VLaD )
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Autor:
Diogo Cascais (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 26 de julho de 2026 00:16
- Comentário do autor sobre o poema: No ano de 2024 ao procurar o serviço de saúde mental , percebi uma ditadura, cheia de negacionismo, sem movimento de luta antimanicomial para ajudar na luta, pois até a frente estadual do estado estava aliado aos opressores , tivemos que passar fome pois a direção do caps professor Luiz da rocha Cerqueira negavam comidas para alguns pacientes com transtorno mental, nós organizamos com muita dificuldade e observamos todos trabalhadores e servidores públicos ver , ser omisso ou ser o opressor, lutamos até o dia 31/12/2025 , municipalização chegou mais continua alguns trabalhadores opressores, vamos continuar lutando contra a opressão psiquiatrica no caps . Juntos somos fortes , só usuários para libertar e modernizar a saúde mental e implantação da verdadeira reforma psiquiatrica. Por Diogo Cascais o poeta ativista em direitos humanos e da luta antimanicomial
- Categoria: SociopolÃtico
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Offline)
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