Soneto para Maria Rosa

Ricardo Maria Louro



No tempo, onde a memória se ilumina,
floresce um nome em terna claridade;
Maria Rosa, raiz que determina
um rumo firme além da própria idade.

Foi porto da palavra que não cedeu
ao vendaval, à dor e à adversidade;
mãe que se deu, esposa que viveu,
avó que faz do amor eternidade.

Há mãos que o tempo enruga, mas consagra;
nelas repousa um bem que nunca se apaga,
como o Sol que brilha no  Inverno.

Que Deus lhe guarde o riso e a confiança,
e faça de cada dia uma esperança,
até florir na glória do Eterno.


(Longa Vida, cheia de paz, amor, amozade e harmonia)



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