A torneira está aberta para ninguém.
A água invade o pátio.
Meus pés tocam um chão inundado.
A minha vida escorre para um bueiro.
Estou parado num corredor de rodoviária.
Um ônibus esquenta o motor.
As malas estão feitas,
a passagem está paga.
Mas estou procurando nesses rostos.
Não sei se é inquietude ou felicidade.
Deve haver algum destino que eu não escutei.
Então eu busco um cobertor
E espero que ninguém abra a porta.
Entre paredes mofadas.
Em uma cama que se afundou,
nesse vão eu coloco todas as possibilidades.
Desperdiço todos os salários.
É que tenho uma interrogação em vez de rosto,
e nenhuma alma insiste para responder.
Achei que estava vivendo quando subi a montanha,
mas era apenas um passeio de domingo.
O tempo tentou me chamar,
mas eu me ajoelhei para rezar.
Agora a porta está embaixo da água,
mas eu me desgastei em terra firme.
Ainda há tempo para se afogar?
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Autor:
Diógenes Fabricius (
Offline) - Publicado: 24 de julho de 2026 16:59
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
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