Teu sorriso esfacelou,
Tua esperança esfacelou,
Teu sonho esfacelou,
Ela não vai voltar.
Não foi o vírus que a matou,
Foi o desprezo pela vida,
De quem nem mesmo a conheceu.
Não conheceu os teus amores,
Não conheceu as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama lutadora a flamejar.
Tua missão esfacelou,
Teu projeto esfacelou,
Tua presença esfacelou,
Ela não voltará.
Não foi o vírus que a matou,
Foi a tolice desmedida,
De quem negava o inegável.
Quem a matou não se deu conta,
Que a negligência contamina,
Não há vacina, pra estupidez.
Ele nem mesmo a conhecia
E suas inofensivas idas e vindas,
Ceifaram vidas, arruinaram vidas.
Não me recordo dos teus nomes,
Nomes demais pra recordar,
Nomes demais pra mencionar.
Mas conheci os teus amores,
Eu conheci as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama, lutadora, a flamejar.
[B.M.F. Margoni]
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Autor:
Michel F.M. (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 24 de julho de 2026 05:47
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 13
- Usuários favoritos deste poema: Francisco Queiroz
- Em coleções: Poesia Pandêmica.

Offline)
Comentários1
O poema se solidariza profundamente com a dor de quem perdeu alguém amado. Contrapõe a frieza de quem tomou decisões irresponsáveis alguém poderoso ou anônimo que nem conhecia as vítimas com a riqueza da vida individual que foi destruída, os sonhos, a história, as dores e os afetos de pessoas reais que viraram apenas números.
Lindo Poema Michael.
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