Ainda na corda, ainda no mesmo dia
Mesmas pessoas, mesmo número, mesma vontade
Começou a caça às bruxas, fogo para queimar
Não adianta escutar os gritos, mas estou cansado de todo esse estorvo
O que tem feito? Como se realmente se importasse
A espera anda me matando, evitando tomar comprimidos na cozinha
Eu ainda sonho com aquelas coisas, eu realmente acordei com muito medo
Tudo isso queimando dentro da minha cabeça, já faz algum tempo
Mesmo acordo, mesma cidade
Mesma conversa, mesma bruxa
Mesma podridão, mesma sangue no chão
Mesma água escorrendo, mesma pistola no chão
Só que estou cansado, hoje estarei pregando o prego nesse caixão
Então caia a chuva, doa o que doer, chore quem chorar
Estou demolindo todo o meu cubículo, tentei avisar, mas as bruxas não escutam
Sozinho nessa, não tente descobrir os meus sonhos, você não irá conseguir me ler
Não vou gastar mais tempo, rigoroso, sem ser orgulhoso
E isso me fez, me fez crescer, me transformou, deformou e formou
Provo do desespero, ainda tenho o controle, ainda tenho a última bala, então não minta para mim
Estou saindo da mesmisse, está na hora de caçar algumas bruxas e apagar o dia de hoje...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 22 de julho de 2026 19:00
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: LF Text
- Em coleções: Melhores poemas.

Offline)
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