Luz azul, nos meus olhos, no meu reflexo
Já faz um tempo, há quanto tempo? Ela me perguntaria
Há tantas questões, que eu me canso de responder
E quanto eu mais vejo os teus olhos, penso como é linda a sua íris
O choro da chuva, pode ser reconfortante às vezes
Cubra a minha fraqueza, mostrando o que tenho de bom
Eu estive correndo, já faz muito tempo, que já não me reconheço
Com o cabelo bagunçado, meio barbado, sou aquele que você conhecia?
Doeu menos do que eu pensava, todas as pancadas
Mesmo os hematomas, mesmo o resto do sangue, nada foi tão intenso
Sei que nada poderia ser resolvido, sei que eu estou apenas delirando
Mas eu sinto falta de alguém, alguém que nunca esteve comigo
Deixo as coisas claras, mas eu prefiro a noite
Sinto que deixei a vida de lado, mas eu gosto dessa acomodação
Sou mero expectador, sou barista, apenas sirvo, não serei servido
Então, o que sobrou? Quem ficou? Alguém voltou? Não, nem irá, é muito provável
Em busca de uma nostalgia, que me faça chorar de alegria, rebobine a fita cassete
Ah, ninguém ouvirá seu medo, nem suas lágrimas, fadado ao esquecimento, vagando por um amor
É o seu destino, ele sabe muito bem disso, então, por que ainda tentar? Não sei, não consigo argumentar
Apenas continua procurando, um colo, daquela garota, sim, para sonhar...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de julho de 2026 21:31
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 2
- Em coleções: Melancólico, Serenos.

Offline)
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