Eu sou do tipo que prefere a casa ao mundo,
o silêncio ao barulho
e um abraço demorado a qualquer festa.
Vou perguntar se você chegou bem.
Vou decorar o jeito que você toma café,
o horário em que sua voz fica cansada,
o motivo escondido por trás do seu tá tudo bem...
O problema é que eu amo como quem ficou muito tempo sem colo.
E quem passou fome de afeto
às vezes serve o coração inteiro na primeira mesa.
Não porque queira prender ninguém...
mas porque nunca aprendeu a amar pela metade.
Talvez você ache bonito no começo.
Depois, talvez chame de exagero
aquilo que, na verdade,
sempre foi só medo de perder
quem finalmente fez a casa parecer lar.
E, se um dia você for embora,
não será porque eu amei demais.
Será porque algumas pessoas confundem intensidade com prisão...
quando tudo o que eu queria
era que alguém tivesse coragem de morar no mesmo lugar onde eu sempre morei...
o lado mais sensível do meu peito.
Por Freddie Seixas
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Autor:
Freddie Seixas (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de julho de 2026 16:46
- Categoria: Carta
- Visualizações: 12
- Usuários favoritos deste poema: darkbloom

Offline)
Comentários1
acho que meu erro sempre foi me jogar de cabeça no abismo sem conferir o que tem no final, não que fosse dor menos, mas acho que prefiro cair na agua fria do que no concreto. esse poema me toca, mas acho que da forma errada, mas sempre achei o errado mais bonito de qualquer forma. acredito que nunca vou aprender a amar pouco, ler poemas que mostram que talvez isso não seja um problema é belo.
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