Tenho fome,
chego à casa de vovó.
O pirão está à mesa.
Devoro com vontade,
que sobre para mais uma vez.
Saciado, tenho sono.
A rede está faceira.
Recosto-me com intenção de minutos.
Vovó na cadeira de balanço canta.
Durmo, caio em profundo sonho.
Lá volta fome,
a grande fome.
Para além dos pecados
pequenos e capitais.
No sonho consumo-me
Como lenha, acendo saciado.
Acordo renovado,
pedindo bença a quem canta.
Vovó que me encanta.
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 20 de julho de 2026 21:50
- Comentário do autor sobre o poema: Nascido num estalo de memória: tempos de ouro com minha saudosa vovó Rita.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Gino, Sinvaldo de Souza
- Em coleções: Naruteza.

Offline)
Comentários1
Na casa de quem amamos muito sempre temos mais fome, são vários tipos de fome: de alimento, de aconchego, das histórias, da voz, do estilo de vida, fome de estar no meio de gente que conversa, brinca, prosea, fome de deitar qualquer hora, que dá vontade de ficar ouvindo bate-pago dos mais velhos, fome das histórias antigas de categoria do fantástico, enfim são dessas fomes que fazemos memórias dos que foram e dos que ainda nos alinham de saberes!
Obrigado pelo riquíssimo comentário, ampliou o poema...
Abraço meu amigo
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