Tenho fome,
chego à casa de vovó.
O pirão está à mesa.
Devoro com vontade,
que sobre para mais uma vez.
Saciado, tenho sono.
A rede está faceira.
Recosto-me com intenção de minutos.
Vovó na cadeira de balanço canta.
Durmo, caio em profundo sonho.
Lá volta fome,
a grande fome.
Para além dos pecados
pequenos e capitais.
No sonho consumo-me
Como lenha, acendo saciado.
Acordo renovado,
pedindo bença a quem canta.
Vovó que me encanta.
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 20 de julho de 2026 21:50
- Comentário do autor sobre o poema: Nascido num estalo de memória: tempos de ouro com minha saudosa vovó Rita.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3
- Em coleções: Naruteza.

Offline)
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