O Grimório da Carne e do Espaço-Tempo

Versos Discretos

No alto da torre erguida em solidão,
Onde o silêncio é regra e o vento chora,
A bruxa tece a pura perdição,
E fia versos da mais alta agora.

Do seu sombrio e arcano casarão,
A alma se rende à terna e densa mora,
Onde ela extrai do fundo do caldeirão
A entropia exata que o peito devora.

Na termodinâmica de sua paixão,
A carne ferve e o corpo se evapora;
É física quântica em ebulição,
Geometria pura que nos flora.

Entrelaçando o eixo e a extensão,
Curva o espaço-tempo que nos vigora;
De sua ermida, em plena recriação,
O gozo é o ápice que ela elabora.

  • Autor: Versos Discretos (Offline Offline)
  • Publicado: 20 de julho de 2026 19:31
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 6


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