A primavera

Caju

Se eu morrer, a primavera ainda chegará 
As pessoas ainda vão sorrir
As crianças ainda serão felizes e contentes 
Se eu morrer, as flores da primavera ainda desabrocharão e os animais ainda serão os mesmos 
 
Quando eu morrer não quero que chorem e nem que deixem de viver 
Quero, após minha morte, ver todos felizes 
Porque não fui santa, longe disso
Errei, mas também não fui um demônio 
Fui um meio termo entre ambos
 
Mas, apesar de tudo, se eu virar uma deusa
Não quero que me reverenciem, pois eu os reverenciarei
Não quero que me chamem de santa, pois não fui
Mas também não quero que apontem todos os meus erros, porque todo mundo erra
 
Quero, depois de minha morte, que façam um festejo 
Bebam, comam e dancem sem medo
E no final, observem que as estações e as memórias não mudam. 
 
(Acho que morrer é somente uma forma bonita de dizer que renascemos em outro corpo, talvez)
 
Quando eu morrer, a primavera chegará, as pessoas continuarão vivas, as crianças brincarão como ninguém se brinca e isso é reconfortante.
Gosto de pensar que quando morrer, nada e ninguém deixará de existir, e penso que se minha partida doer, que as lembranças boas contaminem as pessoas e elas possam viver
  • Autor: Caju Costa (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 18 de julho de 2026 18:22
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2
  • Usuários favoritos deste poema: Caju


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.