Se eu morrer, a primavera ainda chegará
As pessoas ainda vão sorrir
As crianças ainda serão felizes e contentes
Se eu morrer, as flores da primavera ainda desabrocharão e os animais ainda serão os mesmos
Quando eu morrer não quero que chorem e nem que deixem de viver
Quero, após minha morte, ver todos felizes
Porque não fui santa, longe disso
Errei, mas também não fui um demônio
Fui um meio termo entre ambos
Mas, apesar de tudo, se eu virar uma deusa
Não quero que me reverenciem, pois eu os reverenciarei
Não quero que me chamem de santa, pois não fui
Mas também não quero que apontem todos os meus erros, porque todo mundo erra
Quero, depois de minha morte, que façam um festejo
Bebam, comam e dancem sem medo
E no final, observem que as estações e as memórias não mudam.
(Acho que morrer é somente uma forma bonita de dizer que renascemos em outro corpo, talvez)
Quando eu morrer, a primavera chegará, as pessoas continuarão vivas, as crianças brincarão como ninguém se brinca e isso é reconfortante.
Gosto de pensar que quando morrer, nada e ninguém deixará de existir, e penso que se minha partida doer, que as lembranças boas contaminem as pessoas e elas possam viver
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Autor:
Caju Costa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de julho de 2026 18:22
- Categoria: Não classificado
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