Jornada

Lianadesa

 

Eu sei tudo sobre vida e morte.

Fui deixada na estrada à porta da minha consciência.

Subjugada pelas fortes dores, corri de mim em plena ciência.

Quebrado e destruído está o meu odre.

 

Coloquem-me no isolamento.

Constituo ameaça com meus profundos questionamentos.

Resolvi deixar de ser o que não sou...

Mas ainda guardo meus segredos, oculto toda a dor.

 

Dor de ser o que é...

Dor de viver sem querer a dor do outro.

Em minha angústia, desejei o melhor para mim.

Revelei o que ansiei: me autodestruir.

 

As palavras condenam os que as escrevem em público.

Rasgue sua alma e se entregue as vaias dos covardes.

Revele suas chagas e antecipe sua jornada

Deixe-me só, busco escrever minhas ambigüidades.

 

Vivo meu isolamento intelectual.

Sentada a beira de um poço choro meus devaneios

Vi o reflexo do que sou...

Poço, guarde contigo a subjetividade da minha dor...

  • Autor: Lianadesa (Offline Offline)
  • Publicado: 17 de julho de 2026 18:04
  • Categoria: Triste
  • Visualizações: 1


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