Lembro-te ...
Lembro-te com o doer da velha infância,
as horas tristes com a cabeça reclinada
no teu colo ...
Lembro-te quando me penteavas o cabelo
com os dedos e me afagavas o rosto,
horas solenes de puro amor ...
Lembro-te com o coração aos saltos
pensando em mim
em tantos momentos da minha pequenez...
Lembro-te vestida de Sol, calçada de Fé,
vestida de Madrugada ,
reflectindo a Lua-Cheia no olhar...
Porém ...
Lembro-te calada e inerte, fria, sem expressão
num ataúde aberto, fechada num caixão!
E quem viu, ainda sente, fiquei sem Alma.
Lembro-te e hei-de lembrar-te sempre!
(Versos aos 22 meses sobre a sua partida, sobre tão doloroso afastamento. Querida Avó Clarisse)
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Autor:
Ricardo Maria Louro / Káká Louro (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 17 de julho de 2026 13:32
- Categoria: FamÃlia
- Visualizações: 3
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