Noite de Núpcias

Isaac Aschenberger

Madrugada quente te encobre nua,
ó bálsamo rubro, beijo afrodisíaco.
Me impedes de ver o piromaníaco
que à noite acende os lampiões da rua.

 

Qual chama esta que arde ao sol oposto?
Eu que, tardezinha te trouxe ao meu leito,
quis guardar teu semblante junto ao peito,
mas ao anoitecer não pude ver teu rosto.

 

Que homem demorado a acender-te, ó Lua!,
nem as luzes das estrelas, sequer as das ruas
são capazes de clarear esta noite de saudade.

 

Farei vê-la esta noite em todo lugar, em sinergia,
e antes dos lampiões, o fogo vai ser a energia
para o nosso amor iluminar toda a cidade!

  • Autor: Isaac Aschenberger (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 16 de julho de 2026 15:24
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 3


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.