O fim da vida é como o pôr do sol,
Desce aos poucos, sem alarde, sem farol.
Silencioso, tinge o céu com emoção,
Como se o tempo parasse em uma estação.
As cores se apagam como um afago gentil,
O mundo se cala, o vento é sutil.
Não há pressa no adeus que se anuncia,
Só a paz de quem finda em harmonia.
Memórias brilham no horizonte em brasa,
E a alma repousa como quem se atrasa.
Nada se perde, a matéria se transforma,
Como o dia que morre, e a noite que se forma.
No rosto cansado, o tempo deixou
Rugas de histórias que o riso bordou.
E cada lembrança que a mente revisa
É chama discreta que ainda está viva.
Amores vividos, dores suportadas,
Palavras ditas, outras silenciadas.
Tudo repousa em um só sentimento:
Gratidão mansa no fim do momento.
E o corpo, já leve, vai se desligando,
Como uma vela que vai se apagando.
Mas antes da escuridão enfim chegar,
Há um brilho sereno a iluminar.
Pois o fim não é ponto, é apenas um vão,
Um passo pequeno rumo à imensidão.
Como quem sai, mas deixa um sinal,
De que a vida é eterna no que é essencial.
E então; o silêncio, profundo e eloquente
Se faz companhia, se torna presente.
Assim, sol se despede, a noite sorri,
E a alma tranquila, enfim, parte dali.
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Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de julho de 2026 07:25
- Categoria: Gótico
- Visualizações: 2

Offline)
Comentários1
Muito lindo seu poema. Retrata uma despedida desta vida de uma forma sutil. Parabéns poeta. Bom dia.
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