As manhãs se tornaram ensurdecedoras, monótonas, cheias de palavras que escondem dores de um céu em tempestade. E quando anoitecia, memórias de um sorriso passageiro, de um olhar apaixonado, de uma voz encantada, voltavam a atormentar-me como pesadelos de um dia ruim. Os sussurros das promessas de eternidade se foram mais rápidos que a brisa suave em minha face. Nas noites em que a melodia de tua voz atormentava-me, lágrimas de uma culpa constante mancham minha alma que arde em escarlate e perfuram minha alma quebrada. Em meio aos gritos que não saem de minha boca, cega-me uma luz que eu nem sequer sei se é real, que eu nem sei se passa-se por uma alucinação ou por uma salvação sem nome. Tento alcançá-la, tento segurá-la, tento fazer com que não fujas, com que não me abandone; estendendo-me ao meu limite, onde meu sangue ainda escorre por entre minha alma, sinto-a segurar-me pela mão, sinto-a me erguer, mesmo que meu sangue manche tuas mãos mais limpas que seda, mesmo que eu nem possa levantar-me sem cair na perdição.
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Autor:
É a kira né? (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 14 de julho de 2026 21:08
- Comentário do autor sobre o poema: Essa poesia pode tá meio ruim, pq faz uns 2 meses que não escrevo, além de quase ter perdido TODAS q eu escrevi antes, então essa é a justificativa do meu sumiço.
- Categoria: Triste
- Visualizações: 1

Offline)
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