Do sofrimento que surge o lirismo / preso no tempo / voltar ao nada / tabula rasa

pseudohumanoexistencia

Em intenso sofrimento a alma posta num abismo sem aparente volta 

dentro do abismo em que tudo é escuro, ao olhar pra cima distante é a luz/visão da saida 

sem corda para escalar, parede escorregadia. 

no desespero da perdição, a alma ferida da queda, depois de ponderar decide se acostumar 

mas a escuridão, mesmo que a visão venha a se ajustar.. te consome a solidão

num fundo de um abismo, ate a companhia de um leão a alma chega a desejar 

"me devore logo. quando olho pra cima, e vejo quão distante esta aquela luz. mesmo que eu a veja e saiba que ela esta la, temo não ter mais saída. se me jogaram algum tipo de corda, agora, acho que temeria escalar, e la em cima encontrar aqueles que me colocaram nesse lugar."

a alma agora cada vez mais perdida, perde também a esperança no outro. na redenção, no arrependimento. quer escapar, mas não sabe pra onde. quer escapar, mas não quer retornar. quer fugir do abismo escuro, mas não tem pra onde ir.

"Nessa solidão, tudo que tenho é minha pobre avaliação de quem fui e de quem quis ser. se não consigo sair, ou se não consigo esquecer de algo que ja nem lembro mais, o que devo fazer?."

naquele loop de solidão, o que resta é raiva, ódio e rancor. coisas que ela sabe que passarão. 

"tudo é muito vago e sem tato. me perdi em mim mesmo novamente, o que fiz ou já fui foi apagado."

agora vazio e sem forma, me perdi na escuridão. 

o otimismo diz: escreva então a próxima canção 

dance e comemore a volta ao nada. 

você nasceu de novo.

"sim, mas não me tornei como criança. de inocencia não tenho nada. assassino no coração. meu odio me consome, em pensamento matei meu irmão" 

 

 

 

  • Autor: pseudohumanoexistencia (Offline Offline)
  • Publicado: 14 de julho de 2026 17:43
  • Categoria: Não classificado
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