Tudo acontece na escuridão.
Nela, as pessoas mudam,
e eu posso, finalmente, ser apenas eu,
onde não existem discriminações nem julgamentos.
No vazio, no nada,
tudo pode, tudo existe.
Ninguém enxerga.
Apenas eu sei o que é, e como é.
Eu sou eu.
Apenas na escuridão meu olhar não se perde,
não preciso fingir;
revelo a minha verdadeira face.
Ninguém pode me ver.
Apenas no breu posso ser eu mesma.
Quando o dia nasce,
um personagem é criado.
Mas estou cansada de sempre me reinventar
apenas para agradar.
Um grande sorriso,
um brilho falso no olhar...
E ninguém percebe.

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