Tudo acontece na escuridão.
Nela, as pessoas mudam,
e eu posso, finalmente, ser apenas eu,
onde não existem discriminações nem julgamentos.
No vazio, no nada,
tudo pode, tudo existe.
Ninguém enxerga.
Apenas eu sei o que é, e como é.
Eu sou eu.
Apenas na escuridão meu olhar não se perde,
não preciso fingir;
revelo a minha verdadeira face.
Ninguém pode me ver.
Apenas no breu posso ser eu mesma.
Quando o dia nasce,
um personagem é criado.
Mas estou cansada de sempre me reinventar
apenas para agradar.
Um grande sorriso,
um brilho falso no olhar...
E ninguém percebe.
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Autor:
Hera (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 13 de julho de 2026 00:51
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 30
- Usuários favoritos deste poema: Gino, Sinvaldo de Souza
- Em coleções: Ivy.

Offline)
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