A vida vai passando mais depressa
o tempo diminui
o silêncio veste-me a voz
vejo vultos à luz do dia ...
Tudo passa ...
Fujo de mim - quero ficar! - é confuso ...
Entre o Passado e o Presente só há
mágoa e o futuro é enfim uma miragem!
Mas vou ... sem olhar para trás ...
fujo do meu próprio pensamento ... do que
não quero e sou.
Sigo caminhos que me levam a lugar
nenhum ... e tudo passa ainda mais depressa:
... passam vozes, vontades, sonhos, rostos,
restos de mim (fechados por dentro),
ausências por definir, vontades por decifrar ...
Sinto um vazio profundo, um espaço oblíquo
entre mim e a vida, entre a vida e o destino.
E vou ... mesmo sem saber se um dia vou voltar ...
Vou ... sem saber para onde ir ou se irei parar ...
E vou porque o Mundo se esqueceu de mim.
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Autor:
Ricardo Maria Louro / Káká Louro (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 9 de julho de 2026 09:39
- Categoria: Triste
- Visualizações: 6
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Comentários1
Um belo e doloroso retrato da condição de deriva existencial, onde caminhar já não é avançar, mas somentr o reflexo de não ter onde fixar as raizes.
Abraços!
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