Rei Acas
Corria medo no palácio,
trono em guerra, gente em dor.
Profeta trouxe o sinal alto,
céu aberto, voz de amor.
Ele calou o seu clamor.
Vendeu o ouro do altar,
comprou paz de estrangeiro.
Trocar Deus por segurança
foi beijo de aventureiro.
Voltou pra casa prisioneiro.
Copiou altar lá de fora,
ajoelhou na imitação.
Queimou fé, queimou futuro,
trocou promessa por ilusão.
Deixou cinza nação.
Mas Deus falou mesmo assim:
virgem terá um menino.
Nome será Emanuel,
luz no meio do caminho.
Rei cai, Deus segue sozinho.
Morreu sem honra de rei,
sem canto, sem sepultura.
Medo escreve maus finais,
fé constrói outra estrutura.
Só resta cinza e amargura.
Mas veio o filho Ezequias,
mão que limpa o que sujou.
Abriu portas do templo,
luz que o pai apagou.
Deus recomeça de novo.

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