Ciclo

Noétrico

O ancestral bicho
vira combustível,
os mais recentes,
larvas dançam 
no banquete de suas carcaças.

Não há pudor na podridão,
o esterco é o útero do mundo.

A morte alimenta a horta e
a vida brota
daquilo que fede —
todos viram comida.

  • Autor: Noétrico (Offline Offline)
  • Publicado: 9 de julho de 2026 08:22
  • Comentário do autor sobre o poema: Decomposição e vida, ligação direta e perene.
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 2


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.