"Non Dvcor Dvco"
I
Manda a pólvora ao ferrolho d’aço,
Metralha a esquina, donde eles surgem!
Dá-lhes fogo! Os canhões que rugem,
Crispam o céu e dominam o paço!
Mão feroz... citadela paulista
- Muralha firme de valentia -
De onde brada a cavalaria:
- “Carregar! A glória não se dista... “
Por São Paulo tudo! E fecundo
É o puro seio do ardor que chama
Aos heróis no coração profundo
Pelo ideal que o dever conclama:
Contra o brasil - e se não o mundo!
Por uma terra que tanto se ama.
II
Mira o alto: A alvinegra bandeira
Melindra o algoz, que faz vez de Nero¹...
Devs nobiscvm! O furor sincero
Convida os justos à sua fileira.
Monumentos subam... em respeito -
Memorando o sacrifício nobre –
Dos que só medo tinham de pobre:
Círios louros, leais ao direito!
Dorme o soldado constitucional
No leito dos mártires e justos
E ornado d'ouro é o lustre imortal
Reservado aos retos, bons e astutos,
Zelados pela história nacional -
Para sempre lembrados VETUSTOS!
Viva São Paulo!
-
Autor:
Giovanni Di Sforza (
Offline) - Publicado: 8 de julho de 2026 18:38
- Comentário do autor sobre o poema: Em homenagem aos heróis tombados e à todas as almas que, de qualquer maneira, empreenderam esforços para a causa paulista na hercúlea Revolução Constitucionalista de 1932. ¹Referência a Getúlio Vargas, presidente do Brasil durante a Revolução Constitucionalista e seu repressor.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 4

Offline)
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