É como estar em uma sala apertada,
Com uma parede vazada.
As cortinas me sufocam,
Pois eu quero morrer,
Mas os bispos me socam.
Em vez de me socorrer.
E me colocam no confessionário.
Eu digo:
"Desperdício.
Isso é o que sou.
Não mereço misericórdia
de salvador algum.
Sou a escória.
Sou o lixo."
E eles concordam.
A cruz pousa seus olhos sobre mim.
Suas pálpebras pesadas queimando-me em carmim.
"Como ousa desejar desperdiçar
A bênção que lhe dei,
A vida amável que lhe concedi?"
Desperdício.
Desperdício.
É isso que sou.
Então me jogam no confessionário novamente.
E eu digo:
"Pois então me matem.
Matem-me e levem minha alma.
Joguem-me nas chamas ardentes do inferno!"
As freiras arregalam os olhos.
O padre diz:
"Já chega!"
Mas o escapulário já não pode curar minha ferida,
E oração alguma me tiraria
Do poço em que me enfiei.
O papa exclama:
"O diabo possui sua alma!
Exorcizem-na! Exorcizem-na"
Amarram-me à cadeira.
Jogam água benta em meus olhos.
Queimam a cruz sobre minha pele.
E eu lamento quando a dor se vai.
Pois a verdade é esta:
Diabo algum conseguiria
Criar tamanho buraco em meu peito.
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Autor:
Toldi (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 4 de julho de 2026 22:52
- Comentário do autor sobre o poema: Eu voltei! Quis trazer um poema que representasse um pouco do que sinto em relação à religião. Quando ela transforma o sofrimento em pecado, e, em geral, as "amarras religiosas".
- Categoria: Religioso
- Visualizações: 4

Offline)
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