“Ela era e sempre foi a mais bela da aldeia
naquele século XVII, naquela cidade esquecida
em algum canto da Europa. “
E como os homens a olhavam...
não como animais,
mas até
com receio e respeito.
Era seu queixo...
o jeito como ela o erguia.
Era seu cabelo
e como ele esvoaçava
Cabelo negro ondulado
Pele branca, no tom certo, exato
E olhos de uma profundidade
Que te levavam além
Como ondas num mar longínquo
Era o jeito dela falar
Que te guiava por lá em segurança
Era a doçura das suas mãos
O arfar de seus seios
Naquele decote
Daquele vestido azul marinho
E em seu quarto
Era o jeito como se inclinava
Para por suas meia-calças
de leve e devagar, de baixo até em cima
Sem saber que seu primo menor a espiava
Para depois rezar 10 Aves Marias
Após ver a sua textura
Suas nádegas, seu ventre
Seu espartilho
E a pose que fazia, olhando pela janela
Para os seus sonhos pelo mundo
Sem usar o seu vestido
Só o usava para a cidade
Para um clima profundo e pacífico
Sereno
Nunca um vestido vermelho
Jamais usaria
Ela era um sonho
Que andava pelas ruas
E quem a via direto
Olhos nos olhos
A falar...
Jamais esquecia
E quando ela gostava de alguém
Lhe dava um grande abraço
Inesquecível, macio e aconchegante
Depois sorria, empolgante
Nunca foi de ninguém
Por isso foi especial
Só ela se tocava, afinal
Em noites de lua cheia
Quando tudo fluía diferente
Escondida em suas cobertas
Beijando-as, acariciando-as
Sonhando...
E nenhum homem valia mais do que isso
Seus suspiros...
O cabelo pelo rosto
Sentia seu próprio gosto
E sabia estar viva
Pois pulsava diferente
Se contraía diferente
Tudo era diferente
Abri as pernas diferente
Segurava seios diferente
Massageava-se em tom ardente
Incandescente
E aquilo era só dela
Quando os lábios se abriam
E as pétalas brilhavam
De seu licor
Entre seus dedos delicados
Tudo nela era com classe
Ela nunca a perdia
Tocava-se por fora
Tocava-se por dentro
A lua cheia fazia o resto
A enchia de emoção
De sonhos
De maremotos
Molhando o colchão
Tremendo as coxas, tão perfeitas
agraciando o ar com seu sabor
Aos poucos mais fundo
Aos poucos, um pouco
Mais
Até não aguentar
E entre seus sagrados dedos
Jorrar, só para presentear
Aquele belo luar
Que a tirava dali
Levava para outro lugar
Onde podia existir
Onde tudo estava lá
Para ela simplesmente sentir
Longe do sermão
Longe do céu
Longe do inferno
Mas no seu próprio e único mundo
Criado com cuidado
Com carinho proibido
Todo seu por direito
Onde Deus não ousava se meter
E até evitava olhar
Para não ter que repensar
Toda sua criação.
-Sonhador do Veludo Azul
Blog: https://sonhos-de-veludo.blogspot.com/
-
Autor:
Velvet Dreamer (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 4 de julho de 2026 18:40
- Comentário do autor sobre o poema: Este poema é sobre algo além do que a humandidade e seu Criador podem comprender, um simples ato de apenas Ser. Sem mais ninguém.
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 3

Offline)
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