Ah... A lua
Vi-te uma vez há tanto tempo...
Era meu aniversário.
Estavas a pino.
Ao teu lado um estrela tinhas por companhia
(Nunca mais a vi).
Era algum planeta.
Por que nenhum deles é tua companhia este ano?
O que me diria hoje o planeta?
Que benção dele me atingiria?
Eu lembro exatamente igual hoje
Que és lua a pino outra vez,
Como diferente eu era então. E brilhas igual.
A tua claridade avança na escuridão da minha memória,
Resplandece no poente dos meus dias.
Cuja negrume hoje me aterra:
Falta-me a minha própria sombra,
O copo vazio pede socorro
Cerca-me uma rotatória sem via de saída.
E como brilhas.
Esse esplendor me traz à memória lembranças esquecidas,
Que me atingem tão claras
E vêm magoadas pela saudade.
A solidão da tua luz é-me companhia hoje.
Não há nuvens,
E o silêncio no baço firmamento estão contigo.
Esse silêncio ecoa na minha alma,
A alma doe, esta noite me doe.
Ele imita quase eterno quando percebo o sopro tênue dos meus dias.
E sinto-me indizível
Com a sensação funérea do existir.
E um adeus de mim se faz presente
—É meu aniversário.
Tangará da Serra, 30/06/2026
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Autor:
Maximiliano Skol (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 4 de julho de 2026 01:09
- Categoria: Ocasião especial
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Francisco Queiroz

Offline)
Comentários1
Bravíssimo,
Uma obra de arte...
Um abraço, nobre Poeta!
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