Tava lá no bar do xote
Eu e o coroné manué
Lorota vai Lorota vem
Na vontade resorvemo pedi um mé
Quando penso que não
Ouço um bater de chinelinha
Batendo o pé birrento
Naquela soleira tão velhinha
Por um bocado de curiosidade
Olhei de lado um instante
Que bela surpresa
Era o seu Ernesto
Velho das histórias fantasiosas
Que parou e disse um momento
- Vagner compadre, meu amigo
Me dói muito uma coisa
Perdi a chave do meu barraco
E minha muié jurou mim dá uma pisa
Eu respondi pro velho
Seu Ernesto
Vancê é um grande amigão
E por ter respeito a vossa pessoa
Nesse caso não me meto não
Lembra da vez que levei uma sopa
Por conta do cavalo seu
Que eu por besteira minha
Disse que o quadrúpede era meu
E da vez em que chegasse em casa bebo
Chegou lá em casa você e sua muié
Ela perguntou se vancé tava aqui
E minha muié disse que ocê tava num cabaré
Tumemo uma feia surra
Que quase nós fiquemo pra morre
Por isso seu Ernesto
Meu amigo, até lhe ofereço um mé
Mas pra se meter nos seus problemas
A resposta e só uma que se dê...
Nas brigas de seu Ernesto e vossa muié
Nem eu nem a turma do bar so xote
Nós não mete nem mais a colher
-
Autor:
José Vagner (
Offline) - Publicado: 3 de julho de 2026 22:23
- Categoria: Humor
- Visualizações: 2
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- Em coleções: N1.

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