Por quantas dores terei que passar,
por tantas vezes terei que me superar,
por mais quantas batalhas terei que travar.
Tantos foram os conflitos que em minha frente quase me rendi,
tantos foram os gritos suspirados,
quantos suspiros perdi acreditando que seriam meus últimos.
Quanto mais ansiava por proteção,
por quanto mais eu exasperava me indagando o porque não,
por quantas vezes senti um tormento execrável em minha direção,
um medo surreal que atacava meu coração,
um medo que invadia minha pele e chafurdava em meus anseios em busca da minha maldição.
Um medo, não que se materializava em uma aberração sem explicação,
mas um medo que me paralisava e buscava minha respiração.
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Autor:
Bruno Boaventura (
Offline) - Publicado: 30 de junho de 2026 22:44
- Comentário do autor sobre o poema: Me sinto um ser tão atormentável, que nem chego a acreditar no que ainda terei que passar, no que ainda terei que superar. Não vejo outra opção, a não ser aquela em me destruo, e na minha volta aqueles poucos que pegaram um pouco da minha maldição.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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