O medo não grita.
Bate.
Prego após prego,
fixa o mundo
no lugar esperado.
Com a mesma cabeça
que ergue telhados,
derruba portas.
Houve um golpe
depois de outro.
Chamaram:
educação;
tradição;
destino.
A madeira aprendeu a forma.
Cada impacto
remove um excesso —
um desejo,
uma questão,
uma diferença.
O ferro encontra o prego.
O medo encontra a realidade.
Ambos deixam marcas
que a vida guarda
como veias.
Medo — ferramenta.
desconhece diferença.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 30 de junho de 2026 10:36
- Comentário do autor sobre o poema: A subversão é mais do que mero enfrentamento; é o momento de consciência plena de que as bases que sustentam o viver humano são frágeis, fabricadas e podem ser remontadas. Identificar o MEDO como seu fundamento carrega o potencial não só de desmantelar velhas certezas, mas de iluminar o caminho da autonomia e do renascimento, tanto pessoal quanto coletivo.
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 18

Offline)
Comentários1
?"O medo não impede a morte. O medo impede a vida." - Naguib Mahfouz
Boa semana, amigo
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