Os corredores vazios daquele colégio,
Guardaram segredos e desejos em vão,
Olhares trocados, um breve privilégio,
Amores que nunca chegaram à mão.
Naquela sala, o coração disparava,
Quando você passava, distraída, a sorrir,
Inocente e puro, meu peito sonhava,
Em ter seu abraço, um toque a sentir.
Cartas foram escritas, promessas no olhar,
Nas folhas do caderno, seu nome a rabiscar,
Era um tempo de sonhos, de doces ilusões,
De amores que moraram só nas canções.
Os anos passaram, mas no peito persiste,
A lembrança daquele amor que não se foi, ainda existe,
Na minha juventude perdida, nos dias em vão,
Ficaram amores platônicos, gravados no coração.
E lá nas filas, entre risos e rumores,
Trocávamos olhares, sonhos e temores.
Aquela troca rápida, um gesto de afeição,
Que acendia no peito uma suave emoção.
Mas o tempo passou, como vento no portão,
Levou consigo o brilho e a ilusão.
Ficaram os bilhetes dobrados e esquecidos,
As canções no rádio e os momentos perdidos.
Na quadra vazia, as lembranças ainda dançam,
Aquele sorriso, o toque, a esperança.
Ah, o amor que nunca se disse, que nunca ousou,
Ficou preso nos cadernos que o tempo amarelou.
E hoje, quando lembro dos dias já passados,
Nos corredores, ecos de segredos guardados,
Vejo que a beleza do amor que não se declarou,
Está no mistério e na saudade que ele deixou.
São os amores que nunca tiveram fim,
Que, embora distantes, vivem dentro de mim.
Platônicos, guardados, de uma época sem igual,
Lembranças eternas, de um tempo tão especial.
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Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de junho de 2026 07:17
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5

Offline)
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