Como não posso me entender?

Bruno Boaventura

Eu não posso te entender, nem ao menos posso me entender. Em um momento tanto brilho em mim ilumina as estância ao horizonte e logo após tão repentinamente como a chegada do anoitecer, um nevoeiro tão denso e inescrupuloso ao qual nem as fagulhas de seu amor alcançam meu reino no sonhar. Estou perdido, perdido em meio a um turbilhão e sinto do fundo do meu coração que sou tão culpado pelos mares desse mundo quanto sou pelos mares que me atormentam. Sou culpado, culpado por não perceber que mesmo tão fraco e sensível, não sou notável de poderes para tal tormenta, se não o único e apenas os responsáveis por me atormentar, sou ingrato, ingrato por tudo conquistado e mesmo conquistas tão ilustres que agora não me apetecem mais aos sentido e sentido algum sinto por eles e apenas o desgosto do que não posou ou deixei de possuir. Condenado estou, pois não aprende a lição que tanto tenta me ensinar, o que lição será esta, eu já me pergunto a tanto tempo que não tenho nenhuma resposta honesta!

  • Autor: Bruno Boaventura (Offline Offline)
  • Publicado: 28 de junho de 2026 16:14
  • Comentário do autor sobre o poema: Esta é para mim, que estou a tanto tempo sem me lembrar quem sou!
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 3


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