Nasceste para as alturas —
quem, pois, te quebrou as asas?
Por que cessaste a ascensão?
Ó insensato desejo
dos que se rebaixam aos vis bens!
Quão falazes são os argumentos
que arrastam tuas asas ao voo descendente!
Nasces, de novo e de novo,
toda vez que tua alma e teu corpo
se enamoram e selam aliança.
Descobre teu rosto,
volve-o em direção ao céu,
deixa-o ser beijado pelo sol
e sentirás teu coração inflamar-se;
e então desejarás voar sem parar.
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Autor:
Rodrigo Melo (
Offline) - Publicado: 27 de junho de 2026 09:59
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 1

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