a poeta rasga
o ar parado —
com um beijo.
coração azedo.
a bruxa mente
ao vento.
sua voz é um nó
entre gelo e sede.
peito que bate
contra o tempo,
cabelo preto
que o vento castiga
e afaga.
beleza maldita,
e ela sabe...
fica, não responde —
e é só isso.
a bruxa e a poeta
de Ayalah Verônica Berg
-
Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 26 de junho de 2026 18:04
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 79

Offline)
Comentários4
Restou apenas a constatação fria do mistério e da incompletude.
Muito bom, poeta!
Obrigada pela leitura.
SERGIO NEVES - ...nessa tua toda muito interessante dualidade eu sou mais a poeta... /// Carinhos a ti.
SERGIO NEVES - ...como eu disse, eu sou, sim, mais a poeta (por algum instinto de precaução? ...vai lá se saber...)....,...mas, se junto vier uma pitadinha de "bruxa" eu acho que não seria de todo mal não... // ...se bem que quanto ao teu inspiracional a poeta e a bruxa se completam...,...e é uma completude pra ninguém botar defeito! ...uma "mistureba" que cativa... /// Carinhos a ti.
.
Poetisa, você brinca muito bem com as temperaturas, e sempre beirando os extremos, o quente e o gelado...
Abraço fraterno!
Francisco, obrigada pelo carinho.
Quem mais vigora, a poetisa ou a bruxa?
Hmmm... gostei da provocação, mas... não sei responder essa... só digo que meu marido adora minhas duas personalidades principais — e sei que prefere a Verônica à Ayalah... a maldade em contraste com a bondade. Sou muito suspeita para falar dos diferentes aspectos da minha própria identidade poética, mas, em meus escritos, dá para perceber a realidade distorcida da Verônica e a ingenuidade da Ayalah.
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