Onipotência

Isaac Aschenberger

Ato II, a Lucius e suas dúvidas além da razão.

 

Quando a Terra foi assolada pela Desgraça,
o solo vil, enxugando do mundo o seu chorume,
tornou todos os homens apóstatas ao vislumbre
do que um dia acreditaram ruindo com a chaga.

 

Veio um Filósofo, Profeta,... enfim, sabedoria
não foi bem cura para este mal, mas a centelha
continuaria iluminando aquela porta velha,
esperando o sino anunciar quem chegaria.

 

Plim! — “Sabia que viria. Que é essa praga?
Por que nos cobra com sangue, não com prata?”
— “Enquanto vocês não cumprirem justiça como parte,

 

não me digas iniquidades de permuta ou juramentos,
pois a carne que espera tua palavra de julgamento
é a mesma que um dia irá alimentar-te!”

  • Autor: Isaac Aschenberger (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 26 de junho de 2026 17:07
  • Categoria: Religioso
  • Visualizações: 6
Comentários +

Comentários1



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.