Poema confuso
Se você me conheceu hoje,
amanhã já não me conhece mais.
Eu mudo de opinião sem medo,
sem vergonha de voltar atrás.
Mudo o pensar a cada amanhecer,
não por falta de ter direção,
mas porque gosto de reconstruir
os caminhos do meu coração.
Sou como as estações do ano no Nordeste
metade inverno, metade verão.
Se isso te incomoda, desculpa...
mas não peço perdão.
Eu conto o meu saber aos poucos,
deixo ele crescer devagar,
porque a cada dia que passa
sei que ainda posso mudar.
Queria ter firmeza nas palavras,
um bom senso pra declamar,
porque eu gosto de alguém em silêncio
e nem sei como demonstrar.
Nos versos, escrevo meu pensar,
mesmo quando tudo sai errado,
mas de que vale viver a vida
sem nem tentar dar um passo?
Um dia, talvez, tudo se ajeite,
cada rima encontre o lugar.
No meu poema bagunçado
Mas no fundo, o que eu queria mesmo
era só poder te abraçar.
Gosto dos teus abraços,
das tuas piadas sem direção,
gosto do simples “gostar”
que mora quieto em mim, sem explicação.
Meus versos não são perfeitos,
às vezes nem sabem rimar,
são só uma bagunça interna
que eu transformo em tentar.
E mesmo sendo confusos,
eu sigo sem medo de errar,
porque no meio desse caos todo
é só de amor que sei falar.
Se me vê hoje, amanhã não sei quem sou:
poeta, talvez… ou só sonhador.
Gosto de muitas coisas,
mas não sei demonstrar.
Prefiro o silêncio —
é nele que eu aprendo a amar.

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