Surgiu contida,
como inocência de filhote,
uma pessoa espetáculo.
Então o tropeço —
flato.
Dedos apontam.
Risos.
Não há questão
diante de evidência.
Fuga,
afastar-se dos olhares.
Bicho não encena;
animal selvagem
não pede plateia —
lápide social.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 25 de junho de 2026 09:02
- Comentário do autor sobre o poema: O texto retrata o colapso da dignidade diante do ridículo para uma criança imatura. Quando a imagem pública é destruída por uma vulnerabilidade ou qualquer outra coisa, o julgamento alheio anula qualquer suspiro social diante da fraqueza do ser. A única reação possível é o isolamento imediato, um retorno ao instinto primitivo de fuga, para proteger o que restou de si e recosntruir. Uma palavra específica redireciona tudo, gatilho. Eu saboreio isso.
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 5

Offline)
Comentários1
O que mais me chamou a atenção neste poema foi como uma única palavra redireciona toda a leitura....
Para mim, ele retrata o colapso da dignidade diante do ridículo e do julgamento coletivo.
A exposição de uma vulnerabilidade anula a imagem social construída, restando apenas o instinto de fuga e isolamento....
Gosto de como transforma uma situação banal em uma reflexão sobre a fragilidade humana.
Abraço Poético!
Simplesmente plena a sua perspectiva... Obrigaduuh S2
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