E eu,
que engoli o abismo,
sou o intervalo do tempo que anda,
a cicatriz do real que observa,
o músculo que ainda arde
com uma luz que não aquece,
mas mostra a distância exata
entre a lama e o que ela pensa do céu.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 24 de junho de 2026 09:55
- Comentário do autor sobre o poema: Um poema síntese. Repetido de várias forma para fixar: A DISTÂNCIA ENTRE O REAL E O PERCEBIDO. Fim deste arco. Sempre tem mais, agora iremos valtar à infância, irei em busca das origens freudianas. Até amanhã!
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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