Flato

Noétrico

E eu,
que engoli o abismo,
sou o intervalo
do tempo que anda;
cicatriz do real observado;
o músculo que ainda arde
com luz que não aquece,
mas mostra a distância exata
entre a lama e o que ela pensa do céu.

  • Autor: Noétrico (Offline Offline)
  • Publicado: 24 de junho de 2026 09:55
  • Comentário do autor sobre o poema: Um poema síntese. Repetido de várias forma para fixar: A DISTÂNCIA ENTRE O REAL E O PERCEBIDO. Fim deste arco. Sempre tem mais, agora iremos valtar à infância, irei em busca das origens freudianas. Até amanhã!
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 14
Comentários +

Comentários1

  • ondavida amar

    caminhamos sobe um fio de prata, suspenso entre dois abismos...

    • Noétrico

      Recomendo ler "DISSOLUÇÃO" fala dessa ponte sobre o 'abismo'; se quiser dá uma olhada em "SEXTO" também fala sobre.
      Obrigado pelas leituras.

      • ondavida amar

        Temos de ter cuidado, quando olhamos o abismo, porque o abismo também nos está olhando … ?



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