Concreto

Gabriel Cainã

Acordou sorrindo outra vez

Dizendo a si mesmo que o dia será diferente 

Quebra tua própria cara diversas vezes

Antes de tentar seguir em frente

 

O mundo não será gentil, eles dizem

Mas também não será cruel

Disto eles esquecem de lhe dizer,

De que o mundo nunca te escolheu

 

Mesmo assim, mesmo assim

Você se molda com suas próprias mãos 

E quando quebrares os concreto que te cerca

Doerá bastante no seu coração 

 

Mas verá surgir algo inimaginável 

Tão bonito, nada desgastado,

 

Você mesma(o),

Se formando,

Tão insuperável.

  • Autor: Gabriel Cainã (Offline Offline)
  • Publicado: 23 de junho de 2026 23:40
  • Comentário do autor sobre o poema: ;)
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 5
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