Cartas para Quem Nunca Vai Ler
Dizem que, para se escrever uma carta, é preciso um destinatário.
Não penso nisso.
Escrevo cartas sem respostas.
Escrevo cartas para o mesmo endereço.
Cartas que não têm destino.
Cartas para quem nunca vai ler.
Fica, sim, o questionamento:
"Por que eu me empenho? Por que gasto um tempo que poderia estar fazendo qualquer outra coisa para atender ao pedido da mente de escrever cartas para alguém que talvez nem exista?"
Não estou falando de Deus.
Estou falando daquele alguém que não existe. Aquele para quem você escreve, escreve, escreve, mas não recebe resposta alguma.
Por quê?
Por que isso me assombra tanto?
Por que, nesses momentos, tudo parece tão superficial? Por que tudo o que se vê ao redor parece apenas ser, e não acontecer?
Eu devia dormir.
Devia me cuidar um pouco.
É que tudo o que significava para mim já não significa mais.
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Autor:
Brunna Keila (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de junho de 2026 23:00
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua

Offline)
Comentários1
Eita, olha os correios que não se modernizou com o tempo, hoje só da prejuízo.
Sua carta sei que para um amor flustado, por coração ser cego.
Carta, para que poucos iram ler por aqui.
E o que acontece, esse raio de titulo soberbo de poeta/poetisa, parece que sobe a cabeça.
E as pessoas, pouco se dão o luxo ou a simplicidade da reciprocidade de se lerem e comentarem, nem que se só for.
Bom Dia.
Prazer.
Apegaua.
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