Impulsionado, como uma pequena corda
Todos os dias recomeçando do zero
Tem alguns lírios no campo, eles continuam voando
E tem vezes que tudo pesa, até a cabeça bater no chão
Opiniões continuam, sinto elas pelas minhas mãos
Estaria mentindo se no fundo não me importasse
Estou apenas escutando suas palavras, sem falar nenhuma das minhas
Vou depositar mais uma oração na caixa, talvez a minha prece seja atendida
Não tenho do que reclamar, não tenho do que me orgulhar
Sempre na linha, sempre na mesma, sempre no ponto
Esperando o peso da coroa ruir, enquanto voa igual uma bola de canhão
E lanças continuam acertando o meu coração, desde que eu era jovem
É difícil respirar, mas tente nadar, fora da costa
Ficará velho, suas pernas irão parar de funcionar
Com velhos pensamentos, ainda estarei duvidando do que meu pai me falou
Enquanto escuto o sermão da minha mãe, continuo sem nada para mostrar
Enterrado na areia, o mesmo castelo ruindo com o mar
Olhe em volta, não há nada para voltar, talvez as vozes tivessem razão
A realidade pesa, mais do que uma bala de canhão
Mas, não vou mais fugir, estarei pronto para ser acertado...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de junho de 2026 17:37
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: LF Text
- Em coleções: Melancólico, Serenos.

Offline)
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