Bem_aventuranças

Maria dorta

Bendito aquele que,unicamente,

Se queixa do amor a esquivancia

E,segue_o,firme sem perder a esperança 

de  algum dia te_ lo exclusivamente.

 

Bendito aquele que estando ausente

Não se infelicita por perder as lembranças 

Pois mesmo temendo as lembranças 

Não se entrega a' dor quando a sente.

 

Bendito seja,portanto, chegar ao estado

onde as desventurancas, medos e isenção 

não machuquem o coração desventuras.

 

Mesmo quem se sente magoado

De toda maldade feita sem perdão 

Busque limpar da alma a mancha do pecado 

Maria Dorta  21-06-2026

Comentários +

Comentários5

  • Francisco Queiroz

    É um exercício de purificação, de não se deixar contaminar pelas circunstâncias, muito bela a tuas bem-aventuranças poéticas...

    Abraço Poetisa

    • Maria dorta

      Gratidão pelas tuas pertinentes palavras. Sua leitura e opinião contam muito para mim.

    • Hébron

      Vitória, poetisa do meu coração! Lindíssimo soneto.
      Preciso beber um pouco mais de bons versos para a inspiração brotar...
      Aqui é uma fonte fresca...
      Amo você, querida amiga

      • Maria dorta

        Grata pelos elogios,amigo! Você já é uma fonte de inspiração. Não precisa de ninguém!
        Quisera ter metade de teu talento poético. Beijos!

      • Maria da Graça

        Lindo poema!!! Não se entregar as dores e limpar a alma das amarguras da vida. Perfeito ????abraços poéticos

        • Maria dorta

          Gratidão pela leitura e comentário em meu modesto poema. Um abraço fraterno.

        • Antonio Olivio

          As bem aventuranças...se não tivessem escrito mais nada, se todo conhecimento dk mundo desaparer e restasse a apenas este sermão ...ainda haveria humanidade possível..
          O amor , o perdão seriam suficientes para salvar os seres
          ..

          • Maria dorta

            Essas palavras de um dos meus portas favoritos me deixam " metida a besta"... Você é meu poeta favorito ,de verdade! Gratidão!

          • Vilma Oliveira

            A primeira estrofe estabelece o perfil de um amante idealizado, que aceita a rejeição sem revolta. O eu lírico abençoa quem sofre pela indiferença do outro, mas não desiste. A virtude está em seguir firme, movido pela esperança da reciprocidade exclusiva. O segundo quarteto aborda a distância física e a gestão das lembranças como uma forma de autodefesa. O ser bendito é aquele que não se deixa destruir pela saudade ou pelo medo do passado. Há uma recusa em se entregar ao sofrimento, mesmo quando a dor é real e sentida. A terceira estrofe introduz um desejo de elevação espiritual e emocional. O poema celebra o alcance de um estado de paz onde os medos e as desventuras perdem o poder de ferir. Busca-se uma espécie de anestesia positiva contra as rasteiras da vida. O encerramento eleva o poema de uma desilusão amorosa para uma reflexão moral e espiritual profunda. Mesmo diante da maldade alheia e da falta de perdão, o foco deve ser interno. O desfecho exorta o leitor a purificar-se do pecado (que aqui pode ser lido como o rancor ou a própria mágoa), mantendo a integridade espiritual. Parabéns pelo poema! Meu abraço poético.



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