Bendito aquele que,unicamente,
Se queixa do amor a esquivancia
E,segue_o,firme sem perder a esperança
de algum dia te_ lo exclusivamente.
Bendito aquele que estando ausente
Não se infelicita por perder as lembranças
Pois mesmo temendo as lembranças
Não se entrega a' dor quando a sente.
Bendito seja,portanto, chegar ao estado
onde as desventurancas, medos e isenção
não machuquem o coração desventuras.
Mesmo quem se sente magoado
De toda maldade feita sem perdão
Busque limpar da alma a mancha do pecado
Maria Dorta 21-06-2026
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Autor:
Maria dorta (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de junho de 2026 16:22
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 235
- Usuários favoritos deste poema: Gilberto C. S. Jr., DAN GUSTAVO, Charles Araújo, Vilma Oliveira

Offline)
Comentários5
É um exercício de purificação, de não se deixar contaminar pelas circunstâncias, muito bela a tuas bem-aventuranças poéticas...
Abraço Poetisa
Gratidão pelas tuas pertinentes palavras. Sua leitura e opinião contam muito para mim.
Vitória, poetisa do meu coração! Lindíssimo soneto.
Preciso beber um pouco mais de bons versos para a inspiração brotar...
Aqui é uma fonte fresca...
Amo você, querida amiga
Grata pelos elogios,amigo! Você já é uma fonte de inspiração. Não precisa de ninguém!
Quisera ter metade de teu talento poético. Beijos!
Lindo poema!!! Não se entregar as dores e limpar a alma das amarguras da vida. Perfeito ????abraços poéticos
Gratidão pela leitura e comentário em meu modesto poema. Um abraço fraterno.
As bem aventuranças...se não tivessem escrito mais nada, se todo conhecimento dk mundo desaparer e restasse a apenas este sermão ...ainda haveria humanidade possível..
O amor , o perdão seriam suficientes para salvar os seres
..
Essas palavras de um dos meus portas favoritos me deixam " metida a besta"... Você é meu poeta favorito ,de verdade! Gratidão!
A primeira estrofe estabelece o perfil de um amante idealizado, que aceita a rejeição sem revolta. O eu lírico abençoa quem sofre pela indiferença do outro, mas não desiste. A virtude está em seguir firme, movido pela esperança da reciprocidade exclusiva. O segundo quarteto aborda a distância física e a gestão das lembranças como uma forma de autodefesa. O ser bendito é aquele que não se deixa destruir pela saudade ou pelo medo do passado. Há uma recusa em se entregar ao sofrimento, mesmo quando a dor é real e sentida. A terceira estrofe introduz um desejo de elevação espiritual e emocional. O poema celebra o alcance de um estado de paz onde os medos e as desventuras perdem o poder de ferir. Busca-se uma espécie de anestesia positiva contra as rasteiras da vida. O encerramento eleva o poema de uma desilusão amorosa para uma reflexão moral e espiritual profunda. Mesmo diante da maldade alheia e da falta de perdão, o foco deve ser interno. O desfecho exorta o leitor a purificar-se do pecado (que aqui pode ser lido como o rancor ou a própria mágoa), mantendo a integridade espiritual. Parabéns pelo poema! Meu abraço poético.
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