Borrão

Ayalah Verônica Berg

 

Sem objetivo, sem sentido, sem passado,
apenas o borrão de cinza.
Aproximei-me, cega e febril,
para me perder nessa loucura que é você.
Tropeço em estilhaços de mágoa e de delírio,
até que o meu próprio eu se dissolveu.
Amor —
ele é o veneno que me consome.
 
Borrão 
 de Ayalah Verônica Berg 

 

  • Autor: Ayalah Berg (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 21 de junho de 2026 10:58
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 7
  • Usuários favoritos deste poema: Drica
Comentários +

Comentários1

  • Mário Francisco Pugens Bressan

    Poesia forte e sem rodeios.
    Essa delírio febril e o veneno são fantásticos, Ayalah.
    Parabéns pela potência da escrita!



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.