Borrão

Ayalah Verônica Berg

 

Sem objetivo, sem sentido, sem passado,
apenas o borrão de cinza.
Aproximei-me, cega e febril,
para me perder nessa loucura que é você.
Tropeço em estilhaços de mágoa e de delírio,
até que o meu próprio eu se dissolveu.
Amor —
ele é o veneno que me consome.
 
Borrão 
 de Ayalah Verônica Berg 

 

  • Autor: Ayalah Berg (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 21 de junho de 2026 10:58
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 164
  • Usuários favoritos deste poema: Drica, Rogério
Comentários +

Comentários5

  • Mário Francisco Pugens Bressan

    Poesia forte e sem rodeios.
    Essa delírio febril e o veneno são fantásticos, Ayalah.
    Parabéns pela potência da escrita!

    • Ayalah Verônica Berg

      Gostei do teu comentário... já vi que tu entende de poesia.
      Obrigada pela leitura... abraço poético.

    • Francisco Queiroz

      Quando leio teus poemas fico com a sensação que a mesma coisa que te fere te cura, talvez seja apenas uma impressão equivocada, a poesia é sempre um escape...

      Muito bom de ler, Ayalah, parabéns pela composição!

      Abraço fraterno!

      • Ayalah Verônica Berg

        Jogo com a dualidade... Claro, escuro... boa, má... Ayalah, Verônica... a bruxa e a poeta, uma beija e a outra apunhala... hehehe.
        Minha poesia sou eu mostrando meu armário cheio de esqueletos. Obrigada pela leitura... Francisco, eu adoro teus comentários.

      • Rogério

        Amei, linda!

        • Ayalah Verônica Berg

          Obrigada pela leitura... tua opinião é importante pra mim.

        • Versos Discretos

          Aqui há uma entrega emocional intensa, onde amor e autodestruição caminham lado a lado em imagens sombrias e marcantes. A progressão dos versos conduz o leitor por um mergulho na vulnerabilidade, culminando em um desfecho poderoso e dolorosamente belo. Há uma força poética notável na maneira como a paixão é retratada como algo ao mesmo tempo irresistível e devastador.

          • Ayalah Verônica Berg

            Meu poema é um simples resumo do meu casamento... hehe.
            Obrigada por me ler, e adorei teu comentário.

          • Silva Pedro

            Bravo.



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