Borrão

Ayalah Verônica Berg

 

Sem objetivo, sem sentido, sem passado,
apenas o borrão de cinza.
Aproximei-me, cega e febril,
para me perder nessa loucura que é você.
Tropeço em estilhaços de mágoa e de delírio,
até que o meu próprio eu se dissolveu.
Amor —
ele é o veneno que me consome.
 
Borrão 
 de Ayalah Verônica Berg 

 



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