Sem objetivo, sem sentido, sem passado,
apenas o borrão de cinza.
Aproximei-me, cega e febril,
para me perder nessa loucura que é você.
Tropeço em estilhaços de mágoa e de delírio,
até que o meu próprio eu se dissolveu.
Amor —
ele é o veneno que me consome.
Borrão
de Ayalah Verônica Berg
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Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de junho de 2026 10:58
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 164
- Usuários favoritos deste poema: Drica, Rogério

Offline)
Comentários5
Poesia forte e sem rodeios.
Essa delírio febril e o veneno são fantásticos, Ayalah.
Parabéns pela potência da escrita!
Gostei do teu comentário... já vi que tu entende de poesia.
Obrigada pela leitura... abraço poético.
Quando leio teus poemas fico com a sensação que a mesma coisa que te fere te cura, talvez seja apenas uma impressão equivocada, a poesia é sempre um escape...
Muito bom de ler, Ayalah, parabéns pela composição!
Abraço fraterno!
Jogo com a dualidade... Claro, escuro... boa, má... Ayalah, Verônica... a bruxa e a poeta, uma beija e a outra apunhala... hehehe.
Minha poesia sou eu mostrando meu armário cheio de esqueletos. Obrigada pela leitura... Francisco, eu adoro teus comentários.
Amei, linda!
Obrigada pela leitura... tua opinião é importante pra mim.
Aqui há uma entrega emocional intensa, onde amor e autodestruição caminham lado a lado em imagens sombrias e marcantes. A progressão dos versos conduz o leitor por um mergulho na vulnerabilidade, culminando em um desfecho poderoso e dolorosamente belo. Há uma força poética notável na maneira como a paixão é retratada como algo ao mesmo tempo irresistível e devastador.
Meu poema é um simples resumo do meu casamento... hehe.
Obrigada por me ler, e adorei teu comentário.
Bravo.
Obrigada pelo carinho.
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