Desagrado

Francisco Queiroz

Gosto de ler,

gosto de plantas,

gosto de contemplar,

gosto de boas conversas.

 

Gosto de trabalho,

e do suor decorrente dele

gosto de pensar nos porquês.

 

Gosto dos cheiros de afetos

Cheiro da comida da mamãe,

Cheiro do café despertador,

Cheiro da gente que amo.



(Confesso que devo aprimorar o gosto por coisas que contrariam as que citei e por coisas que não citei, mas de que também gosto.)



Simplesmente porque:

nem só de agrados vive o homem,

por isso deve aprender a gostar de passar

breves momentos com o que lhe desagrada.

  • Autor: Francisco Queiroz (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 19 de junho de 2026 12:55
  • Comentário do autor sobre o poema: Não estou dizendo que devemos viver no desagrado, mas sim que precisamos saber habitá-lo temporariamente, sem que façamos disso uma tragédia.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 12
  • Usuários favoritos deste poema: Apegaua, Gino, Sinvaldo de Souza
  • Em coleções: Silêncios.
Comentários +

Comentários3

  • Ayalah Verônica Berg

    Diferente, mas bonito... gostei.

    • Francisco Queiroz

      Obrigado pela leitura, Ayalah

      Minha escrita é em fluxo, em banco de ônibus, na calçada após o almoço, nas frestas da gaiola, nem sempre tô no controle kkkk

      • Ayalah Verônica Berg

        Tipo eu... que acordo no meio da noite e faço anotações... hehe.

      • Apegaua

        Uai sô, o principal vos messe não disse, pois para que exista tudo o que gosta, a que se ter o maldito do dinheiro e si não tiver.
        Sabe aquela pedra que entrou no friso da sola da bota que nos incomoda.
        E isso.
        OBS.
        Junho tempo, de colher e plantar o aipim, nem esqueças do melado, eu já gosto de passar no bruto manteiga e de sentir o cheiro do café passado no coador de pano, mandando o frio ai para as Goiânia, pois o meu lugar do lado do fogão de lenha já fica marcado.
        Abraços amigos e tomem cuidado com a pintada.
        Apegaua

        • Francisco Queiroz

          Verdade, meu amigo, tem que ter o recurso, mas eu disse, quanto falei que gosto do trabalho e do suor decorrente dele, todo trabalho gera fruto, algumas vezes dinheiro também... Aqui faz um friozinho medroso e depois taca calor, não há garganta que resista, tô só no mel, açafrão e limão, não tem melhor...

          A mandioca aqui plantamos em outubro.

          Fique bem, Apegaua
          Abraço

        • Gino, Sinvaldo de Souza

          Kkkk... O importante é que gosta e quer aprender dar gosto no que é desgosto, logo chegaremos em agosto aí é bom que dará tempo refletir o que foi posto, enfim certamente têm coisas que não dá gosto porque pode fugir da moral e conduta da identidade poética! Ainda bem o poeta disse que confessa que também deve aprimorar o gosto que contrariam aquilo que citou, mas que também gosta! Valeu poeta!

          • Francisco Queiroz

            Kkk, agosto tá bem aí, todo tempo é bom, lembro da passagem que Jesus elogia os dentes de uma animal morto, têm muita beleza nas minúcias, basta aprimorar, refinar o gosto...

            Abraço fraterno



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