O tempo escorre entre os dedos, fugaz,
Como um rio que nunca retorna ao cais.
Os dias, outrora lentos e vastos,
Agora são ventos, soprando tão rápidos.
Foi ontem, ou há uma eternidade,
Que corri pelos campos em liberdade?
Os risos de outrora, ecos no ar,
São memórias que o tempo não pode apagar.
O relógio insiste, seu tique imortal,
Nos lembra que a vida é um breve jornal.
Um capítulo escrito com pressa e fervor,
Por mãos invisíveis que ditam o amor.
As primaveras se tornam outonos silentes,
As folhas caem como sonhos ausentes.
Olho no espelho e vejo, assombrado,
Um rosto que o tempo já tem desenhado.
Mas há beleza no que se vai,
Na transitoriedade que nunca se trai.
Pois é no efêmero que a vida floresce,
E é no instante que o coração agradece.
Sim, o tempo passa, cruel e ligeiro,
Levando consigo o que é passageiro.
Mas deixa em nós marcas de um caminho,
Que nos fez crescer, embora sozinho.
E se o tempo é um ladrão, implacável, voraz,
É também um escultor, que a todos refaz.
E, apesar do medo, da corrida tão breve,
É nele que a vida, tão linda, se escreve.
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Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 19 de junho de 2026 08:40
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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