Margarida é uma menina
Doce e muito querida
Ela gosta de agradar
Se sente aflita ao errar
Margarida parece feliz
Ela sorri e solta gargalhadas
Mas as vezes exagera
E pedem que fique quieta
Então controla seus risos às pressas
Margarida é obediente
Obedecer deixa os adultos contentes
Se não pode, ela nunca faz o que quer
Logo esquece, quando for mulher
Quando Margarida está só
As vezes tenta se lembrar
O que é que ela quer
Mas ela já é mulher
E a memória se perdeu em algum lugar
Entre ser feliz, obedecer e agradar
Margarida segue a vontade dos pais
Afinal ela nunca quis nada
Mas quando sua Margarida nascer
Será que vai poder querer?

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