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Lu.

(Ninguém irá ler, me sinto confortável sem me importar com ortográfica ou sinais de pontuação)

 

16/06

Voltei aqui novamente, engraçado que conheci o site pela pessoa mais idiota que conheci nessa vida. Mas isso não é sobre imbecis, não? Bom, talvez seja, porque eu sou uma imbecil.

Ou talvez eu não seja. As coisas andam confusas, porque ninguém me vê como eu sou, nem eu mesma me vejo como sou ou como deveria ser. Talvez eu esteja louca, talvez a beira de um colapso mental. Mas quem não está, não é? É.

As vezes acho que toda a realidade é fruto de minha imaginação. Cenários bons. Cenários ruins. Cenários que me fazem revirar os olhos em tédio. Mesmo agindo com indiferença, que diferença faz? Enfrentando ou não os meus problemas o fim continua sendo o mesmo. 

Não me sinto nada além de uma carcaça projetada para satisfazer ou dar esperanças ao resto dos infelizes consumidos por suas próprias tristezas. Quando fui que deixei de ser eu mesma? Eu já fui eu? Eu não sei.

Nunca fui boa em saber das coisas, nunca fui inteligente como dizem. Eu só era curiosa. Sinto que todas as memórias da minha infância, memórias daquelas boas mesmo, estão sendo queimadas como folhas de louro em uma fogueira. Elas estalam, como se gritassem em resistência ao esquecimento.

Ainda me lembro dos dias de verão, essas memórias não se queimam como louro, são mais resistentes. Lembro-me que eu corria pelo quintal, que parecia enorme como um campo de futebol, as roupas estendidas no varal enquanto eu corria entre as roupas molhadas e que produziam uma enorme chuva para mim em apenas meros pingos.

Os pingos de água me refrescando naquela tarde de verão. Assim como os pingos de esperança refrescam minha existência.

  • Autor: Lu. (Offline Offline)
  • Publicado: 16 de junho de 2026 10:29
  • Categoria: Carta
  • Visualizações: 8
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