Amei alguém que me ensinou a chorar escondido,
beber algo para esconder a solidão,
e beijar outra boca para matar a saudade.
Dizer adeus sem querer ir embora.
Lágrimas molham o travesseiro todas as noites,
mas, ao dia, coloco-o no sol para secar.
Amei loucamente. Às vezes, pensava que ia morrer,
mas não, era só a vontade de compartilhar minha vida com você.
Tudo que via comprava para você.
O que me lembrava você, mantinha perto
de mim. Não saía de casa sem antes passar
em sua casa e te roubar alguns beijos.
Todas as noites, a praça era nosso ponto de encontro.
Ficava ali até amanhecer, se os guardas deixassem.
Quando estava ao seu lado, o tempo deixava de existir,
pois só você me importava.
Mas, hoje choro escondido.
Ninguém pode ver minha dor,
pois ainda tenho quinze anos.
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Autor:
Eulinda Brícia (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de junho de 2026 14:59
- Categoria: Amor
- Visualizações: 40
- Usuários favoritos deste poema: Versos Discretos, unknown_02
- Em coleções: Meu mundo.

Offline)
Comentários5
Linnnddaaa!!
obrigada, meu bem!
Excelente poema. Parabéns, querida!
Esse não gostei, mesmo sendo moderno sem rimas, no final teria que sair do lugar comum.
Quem saiba uma corrigida nos traços não resolva.
Apegaua
Ja me senti assim... Minha pouca idade na época, era vista com minimização do que eu sentia tão forte em mim. Talvez fosse por isso, que ninguém dava importância.
Hoje mais experiente e consciente, não relevo mais o que eu sinto, passei a relevar a quem eu revelo. Nem todo saber, fará diferença...
Muito obrigada pelos comentários de todos, fico extremamente grata.
Este poema representa algo que todos vivem em algum momento da juventude.
Amamos e choramos loucamente por alguém, mas esse alguém não dá tanta importância.
À medida que amadurecemos, percebemos que aprendemos com as experiências da vida e, lá na frente, nos tornamos melhores tanto no amor quanto como pessoa.
Um grande abraço!
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