Marasmo

Noétrico

Dias que passam
como corredores sem portas.
Caminhos lentos 
e sombras espessas.

O peso silencioso
de quem nunca está só
mas ainda permanece sozinho.

Ausência preenchida por gente.
Todos esperando
a primeira porta abrir.

  • Autor: Noétrico (Offline Offline)
  • Publicado: 15 de junho de 2026 09:53
  • Comentário do autor sobre o poema: Aqui é dito sobre a ausência de companhia que persiste mesmo entre pessoas. Irvin D. Yalom disse: "não me roube a solidão sem antes me oferecer a verdadeira companhia", atribuiu a Nietzsche. Os gostos em comum é que fazem as companhias validamente reais. O 'marasmo' nasce dessa espera: muita presença, pouca companhia, sem passagem.
  • Categoria: Sociopolítico
  • Visualizações: 6


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.