Os frutos maduros caem aos nossos pés em busca de atenção,
assim como vermes, rastejamos para sermos percebidos através da nossa humilhação.
Pelas frutas pisamos; não há nada a ser aproveitado, não há gosto e nem aparência adorável.
Ora somos nós — foscos, enferrujados pelo odor, apenas cheios de vigor —
imploramos aos joelhos da paixão, mas seremos prensados ao chão miserável.
Que ao menos as sementes entrem na terra, que ao menos nossas mãos se levantem do vão.
O asfalto sem vida, o vácuo que nos completa, o caminhar nas poças de água suja.
O plástico misturado nas árvores, o lixo sem vida misturado aos organismos vivos.
Compartilham as raízes, conectados a todo momento.
O plástico seremos: encostados uns aos outros, mas nunca sentiremos.
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Autor:
casca (
Offline) - Publicado: 14 de junho de 2026 20:32
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5

Offline)
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