Pontos e linhas

tíbio o verde

Tu diz que olhos dizem tudo

Mas meus olhos não, meu olho é mudo

Mudo quem eu sou e quem eu digo

Digo que é você o meu abrigo

 

Abrigo que abriga a briga 

Brigamos mais do que abrigamos 

Brigamos pela briga

É assim que somos

 

Nem casal 

Apenas o caso

Nem casual

Só o acaso

É contigo que eu caso? 

 

Entro com você na linha

Costuramos um ponto final

Na linha do trem

No sinal. 

 

  • Autor: Tíbio o verde (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 14 de junho de 2026 18:54
  • Comentário do autor sobre o poema: Escrevi este poema após ler um livro que juntava todas as poesias de Paulo Leminski. Tentei fazer algo parecido com algumas de suas poesias curtas, brincando com as palavras que podiam significar tanto uma coisa, quanto outra. Ao mesmo tempo, pensando em minha situação \\\"amorosa\\\".\r\nUm ponto pode ser tanto um ponto final, quanto um ponto de início, isso faz ele ser contraditório? Ambíguo? Confuso? As vezes uma palavra pode ser uma coisa ao mesmo tempo que pode ser outra.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 8


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