No brilho frio da tela iluminada,
a alma humana jaz, quase calada,
entre cliques, toques e notificações,
perde-se o som das verdadeiras emoções.
Olhos nos olhos já são raros de encontrar,
o toque virou dado, difícil de decifrar,
abraços viraram emojis, sem calor,
e a presença virou ausência sem pudor.
Conversas profundas? Quase não há.
Tudo é urgente, tudo sem parar.
O tempo escorre sem contemplação,
e o afeto real cai na solidão.
Sentimos saudade de quem está ao lado,
num mundo virtualmente lotado.
Mas onde está o humano, o sentir?
Talvez se tenha perdido ao "evoluir".
É tempo de pausar, de se reconectar,
olhar nos olhos, voltar a escutar.
Pois nenhuma máquina, por mais genial,
cura a dor de um amor que virou digital.
-
Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 13 de junho de 2026 09:21
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 12

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.