Houve um instante no corredor;
Em que teu olhar quase se cruzou com o meu;
E por um segundo tive a sensação;
De que o mundo inteiro silenciou e você nem percebeu.
Também lembro daquela tarde;
Em que teu rosto ficou perto demais;
E eu quase tive coragem de te beijar; Antes do medo me empurrar pra trás.
Existiram abraços demorados;
Que pareciam querer dizer algo além; Como se nossos corações soubessem; Aquilo que nossas vozes escondiam tão bem.
E houve noites específicas;
Em que um “eu te amo” quase escapou; Ficando preso entre meus dentes; Enquanto teu sorriso distraído me desmontou.
Às vezes caminhávamos tão próximos; Que nossos ombros quase se tocavam;
E eu imaginava universos inteiros;
Só pelo jeito que teus olhos brilhavam.
Você provavelmente nunca percebeu;
A quantidade de futuros dentro de mim; Porque enquanto você vivia os momentos;
Eu transformava cada detalhe em um infinito sem fim.
Havia coisas pequenas demais;
Que destruíam completamente meu coração;
Teu nome surgindo na tela do celular;
Ou tua voz dizendo meu nome sem intenção.
Nós quase fomos um daqueles romances; Que começam silenciosos sem ninguém notar;
Como chuva surgindo devagar no horizonte;
Antes da tempestade finalmente chegar.
Mas talvez o nosso maior problema; Tenha sido o excesso de silêncio entre nós;
Porque sentimentos também morrem; Quando sobrevivem tempo demais sem voz.
E hoje tudo parece distante;
Como ruas vazias depois do verão;
Mas às vezes ainda penso nos pequenos instantes;
Onde quase existiu nós dois.
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Autor:
CoucherduSoleil (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 10 de junho de 2026 22:28
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1

Offline)
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